domingo, 22 de março de 2015

# livros # Pitacos

[Resenha] Demônios da Noite


E se houvesse um vampiro no tráfico de drogas?

A bienal é ótima para você descobrir novos autores, histórias abordadas de uma forma inusitada e quando você encontra os dois juntos, acho que é melhor ainda.

Na bienal de 2013, aqui no RJ, encontrei este livro "Demônios da Noite" (acho que, na verdade, ele me encontrou) e o autor soube vender direitinho a ideia dele. Isso não é uma perspectiva ruim porque ela é boa. Realmente.




Nessa história temos Hashid, um mensageiro persa que se torna prisioneiro de Gengis Khan e foge para anos depois encontrar a imortalidade nos domínios de Zorac, um dos mais antigos vampiros. E depois de anos(séculos) vagando pelo mundo e de forma nada muito discreta, Hashid encontra no Brasil condições para se instalar. Aqui ele tinha tudo o que precisava: Sossego, poder, sangue e drogas.

A história toda começa porque o sossego de Hashid é ameaçado pela Polícia Militar que está tentando invadir o Morro do Tubarão e capturar o dono da boca de fumo, a.k.a. Hashid.
Sim, Hashid é um vampiro E dono da boca de fumo.

Entende o porque eu comentei de que a ideia é boa?




Considero a história de 'vida e morte' de Hashid como a melhor parte do livro. Cada vez que o autor voltava no passado dele eu ficava maravilhada com a personagem, queria ler mais aventuras dele pelo mundo.

Admito que meus favoritos desse livro são os vilões porque, se eu adorava quando contava a história de Hashid, ria horrores com as trapalhadas do "braço direito" dele, o Tigrão.
O que não quer dizer que não gostei dos mocinhos. Simpatizei bastante com Zorac e em alguns momentos eu tive vontade de estapear alguns PMs. rs.



Pontos fracos:
O primeiro que notei foi a impressão da PM ter ações vagas. Era como se o autor não conhecesse o trabalho da polícia (não que eu conheça, na verdade, faço a mínima ideia!) e os PMs acabavam fazendo coisas que não pareciam condizer com a farda, entende?

Outra coisa era a demora em fazer tudo acontecer. Isso me matava! E mais lá pro meio, quando parecia que o autor estava sem saída pra resolver algum impasse da história, um novo personagem "brotava" para resolver a questão.
Isso está quase gritante nos últimos capítulos.


"Zona Neutra":

Não sei como classificar a sensação que tive em vários momentos ao lembrar dos vampiros de Annie Rice. Eu não condeno isso de modo algum (afinal eu prefiro Annie Rice e André Vianco -que é lembrado no livro- do que vampiros que brilham no sol) e gostei de ver que o autor tem essa referência sobre o assunto. Mas só teve uma coisa que me incomodou: A versão masculina (e sensata) da Akasha.

Parei, falarei mais nada sobre o livro senão vou contar tudo...
O que posso dizer a mais é que da forma como terminou, tem pano pra mais manga (tá com cara de ter um segundo livro). Só que eu acho que o autor vai ter que me convencer de novo a levar a história pra casa! rs.

Apesar de tudo, eu gostei da leitura.

K.

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